sexta-feira, 15 de abril de 2016

Escapamos de uma furada

Seguramente muitos de vocês se lembram que, no começo da temporada, eram duas nossas opções para a lateral direita: Yago Pikachu e Rodinei. A maioria da torcida, entretanto, apoiava a vinda do então jogador do Paysandu, que havia sido destaque de seu time na Série B e Copa do Brasil, inclusive com boas atuações contra Fluminense e Botafogo. Além de tudo, Pikachu era um dos artilheiros do último ano, constando nas listas de vários sites esportivos entre atacantes de todo o Brasil. Um fenômeno, pra ser sincero.
Nós, obviamente, nos deixamos seduzir. Me lembro que o movimento foi crescente pela chegada de ambos e não renovação de Pará, que, enquanto titular absoluto, nos fazia sofrer. Pikachu era o favorito de muitos para a posição, até o momento em que a diretoria se acertou com Rodinei, uma das primeiras contratações para a atual temporada.
Não tínhamos o poder de afirmar que era um tiro no pé, pois Rodinei havia sido um dos grandes laterais do último Brasileirão, e sua qualidade era reconhecida. Para os amantes do Cartola FC, ademais, este era ainda mais conhecido. Porém, faltava algo. E o Pikachu? Não viria mais? Tá certo que Rodinei veio de graça, mas Pikachu também não traria custos; seu contrato com o Paysandu se encerraria no fim do ano.
O tempo passou, e logo aconteceu o que muitos consideraram um erro da diretoria: Pikachu se acertou com o Vasco. Talvez o único clube no qual ele não poderia atuar, talvez o único clube no qual suas boas atuações nos trariam um baita arrependimento.
Mas, então, o contrário aconteceu. Rodinei é titular absoluto na nossa lateral e muito bem recebido pela torcida, enquanto Pikachu busca uma vaga entre os titulares do elenco cruz-maltino (cá entre nós, com baixíssima qualidade). Quando entra, não mostra a qualidade necessária para sustentar-se, e já ouve críticas dos vices, esperançosos de suas boas atuações do passado. Segundo um renomado comentarista, “Pikachu joga em posições demais… e não se aplica em nenhuma”. Esse é um dos casos em que temos que reconhecer que nós estávamos enganados, e a diretoria acertou. Parabéns, centro de inteligência!
SRN,
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domingo, 29 de novembro de 2015

Muricy Ramalho deve ser anunciado pelo Flamengo após eleições


Após a demissão de Oswaldo de Oliveira,o Flamengo já tem acerto encaminhando com um novo treinador: Muricy Ramalho. Apresentador e comentarista dos canais FOX Sports, Renato Maurício Prado publicou em sua coluna no jornal O Globo que o ex-técnico do São Paulo possui acordo para assumir a equipe e deve ser anunciado logo após as eleições presidencias do clube, que acontecem no dia 7 de dezembro, caso Eduardo Bandeira de Mello seja reeleito.
As negociações com o Rubro-Negro vinham sendo conduzidas pelo empresário de Muricy Ramalho há algumas semanas. Agora, com a confirmação da saída de Oswaldo, o próprio treinador deve assumir as tratativas e formalizar o acordo com o time carioca. Caso concretize o acerto, o técnico voltará ao trabalho após cerca de oito meses de inatividade – o comandante deixou o São Paulo em abril deste ano alegando problemas de saúde.
Além de Muricy Ramalho, o Flamengo também cogitou a contratação de um treinador estrangeiro nos últimos dias. Jorge Sampaoli era o preferido da diretoria, mas a alta pedida salarial do atual comandante da seleção chilena travou as negociações. Segundo a coluna de Renato Maurício Prado, o argentino exigiu de 5 milhões de dólares por ano para assumir o clube (mais de R$ 1,6 milhões por mês). Edgardo Bauza, ex-técnico do San Lorenzo, foi sondado e igualmente considerado financeiramente inviável na Gávea.
Enquanto o Flamengo não confirma o novo treinador, o auxiliar Jaime de Almeira irá comandar a equipe interinamente nos dois últimos jogos do Campeonato Brasileiro – contra Atlético-PR e Palmeiras. Com 49 pontos, o Rubro-Negro ocupa a 11ª posição e não almeja mais nada na competição.
Fonte: Fox Sports
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Muricy Ramalho diz que ‘só vai falar de Flamengo depois da eleição’


O técnico Muricy Ramalho já foi informado das bases salariais oferecidas pelo Flamengo e deu a seus representantes o sinal verde para negociar um contrato de três anos com o Rubro-negro.
Enquanto aguarda o desenrolar das negociações, tocadas pelo empresário Marcio Rivelino e por Flávio Godinho, vice-presidente de Planejamento e futuro homem forte do futebol caso Eduardo Bandeira de Mello seja reconduzido à presidência, o técnico adota a cautela.
Em contato por mensagem, o ex-treinador do São Paulo afirma que não vai se pronunciar até que a eleição do próximo dia 7 de dezembro se defina.
– Amigo, só depois da eleição. Tenho de respeitar as pessoas – disse.
A tendência é que as partes assinem um pré-contrato e que Muricy só seja oficialmente anunciado após a eleição do próximo dia 7 de dezembro, que elegerá o presidente rubro-negro para o próximo triênio.
Fonte: Extra
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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Kleber Leite: ‘Sugestão’


Como o time do Flamengo a mais nada aspira neste campeonato brasileiro e, na certeza de que fatos novos surgirão no futebol, independentemente de quem venha a vencer a eleição para presidente, a primeira providência é dar férias coletivas para os profissionais, principalmente aqueles que se tenha a quase certeza de que permanecerão no ano que vem.
O motivo? Simples. O novo comando do futebol terá mais tempo para trabalhar o elenco no ano que vem, com os jogadores se apresentando com praticamente duas semanas de antecipação, já que o último jogo pelo campeonato brasileiro será realizado no dia 06 de dezembro.
Que se coloque um time mesclado por juniores, juvenis etc… nos dois últimos jogos, contra Atlético Paranaense e Palmeiras. Com isso, vai se ganhar duas semanas de preparação para o que interessa, que é a próxima temporada.
O passarinho rubro-negro que passou piando anunciando novidades no comando técnico, não voltou mais. Deve ter encontrado alguma “passarinha” interessante por aí… Apenas como lembrete, no seu último voo, passou “piando” que tudo iria acontecer a partir desta segunda-feira, dia 23.
Aguardemos, pois…
Fonte: Kleber Leite
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Proposta do Vasco por Pikachu teria sido melhor que a do Flamengo


Destaque do Paysandu na temporada da Série B do Campeonato Brasileiro, Yago Pikachu deve mesmo jogar no Rio de Janeiro em 2016. Mas se antes o destino provável era o Flamengo, agora passou a ser o Vasco da Gama, que fez proposta melhor que a do rival, segundo a rede ‘Esporte Interativo’.
Além de salário maior, o Gigante da Colina também teria oferecido plano de carreira com bônus por titularidade e metas alcançadas, além de um apartamento. Já o Rubro-Negro teria incluído algumas cláusulas que não agradaram ao lateral-direito do Papão.
Yago já confirmou que não fica no clube paraense para o ano que vem. Seu destino deve ser decidido após a participação da equipe na Série B, que termina no próximo sábado diante do Oeste, fora de casa.
Fonte: FutNet
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Vídeo: Flamengo ‘está adiantado no negócio’ para ter Muricy, diz Pascoal


Pascoal informou no FOX Sports Rádio que o Flamengo está “adiantado no negócio” para ter Muricy Ramalho como treinador em 2016. Veja!
Fonte: Fox Sports
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Blog Teoria dos Jogos: ‘Por que o Flamengo não é um Corinthians?’


Em fevereiro de 1982 – mês e ano de nascimento deste blogueiro – a revista Placar se saiu com uma de suas capas mais marcantes e polêmicas. Dirigida à época pelo corintianíssimo Juca Kfouri, a publicação questionou o porquê do clube tido e havido como “Flamengo paulista” se encontrar tão abaixo do original. Desestruturado, endividado e com provincianismos de um clube de colônia, o Corinthians chafurdava na Taça de Prata do Brasileirão (equivalente à atual Série B), enquanto o Mais Querido colhia os frutos de sua geração mais vitoriosa – incluindo os títulos da Libertadores e do Mundial, meses antes.
Fig 01
Só que nossa pergunta difere do “por que o Corinthians não é um Flamengo”, de três décadas atrás. A indagação é contrária.
Seria para tanto?
Decerto já houve momentos mais propícios para denotar a reversão de papéis entre os dois gigantes. Um período marcante, por exemplo, foi a temporada de 2005. À época, os do Parque São Jorge, fazendo valer a força de sua marca, atraíram investidores internacionais que culminaram na montagem de um verdadeiro esquadrão. Tal qual há uma semana, atletas de exceção como Tevez e Mascherano deram ao Timão o título Brasileiro daquele ano. Enquanto um Rubro Negro jogado às traças vivia da falta de credibilidade até mesmo para assinar um cheque. Os meses com mais de 90 dias geravam debandadas que fragilizavam o elenco, a ponto de o Flamengo terminar o Carioca na inacreditável oitava colocação. Não só: o time caiu nas oitavas da Copa do Brasil frente ao Ceará, lutando contra o rebaixamento no Brasileiro até as últimas rodadas.
Se hoje as coisas aparentam melhores – ao menos no tocante à catástrofe rubro-negra – por que então a indagação?
A resposta tem origem num panorama novo. Bem administrado após anos de falcatruas, o Flamengo vem fazendo valer seu peso no campo dos negócios. A partir de 2014, o Mengão assumiu a liderança do ranking de receitas e faturamento de marketing, mantendo-se no topo das audiências e das vendas de pay per view. Tais parâmetros, contudo, eclipsam uma intransponibilidade que impede a conversão de cifras em títulos.
Enquanto o Corinthians entra como favorito na maioria das competições, o Flamengo segue na condição de mero figurante em muitas delas – que o diga as duas últimas eliminações na primeira fase da Libertadores. Ao passo que o novo hexacampeão recheia sua sala de troféus, rubro-negros completarão dois anos sem nenhuma conquista.
Novamente: por quê?
Primeiramente, temos a questão da dívida: não basta ter a maior receita se o endividamento também for brutal. Embora a situação do Flamengo tenha melhorado – de inacreditáveis R$ 750 milhões para algo próximo a R$ 450 milhões – não restam dúvidas que a amortização teria apenas tirado o rubro-negro do leito de uma UTI. Longe de ter a “doença” curada, o Fla destina mais de R$ 10 milhões mensais ao pagamento de impostos e passivos diversos. Grosso modo, é como se o Corinthians arcasse com somente metade deste valor. Dinheiro que sobra limpo para investir no que mais importa ao torcedor: a montagem do elenco.
Em segundo lugar, uma questão abstrata chamada “cultura vencedora”, inerente aos que historicamente levaram a sério toda a ciranda do futebol, desde a revelação, passando pelas condições de trabalho e culminando na seriedade da busca pelos objetivos. A cultura vencedora está presente não apenas no Corinthians, mas na maioria dos paulistas – o que explica um São Paulo destroçado pelo maior rival e ainda assim dentro do G4. É ela que justifica os gaúchos sempre tão fortes, raramente vistos lutando por algo diferente do título. Em desenvolvimento também nos de Belo Horizonte, esta é a cultura que há décadas falta não só ao Flamengo, mas a todo o futebol carioca. Se neste período beliscaram conquistas, o fizeram pela grandeza das instituições, à revelia da seriedade com que Flamengos patricistas ou Vascos euriquistas trataram a coisa.
Por fim, e é lógico, existe um sem número de outros “detalhes”: infra estrutura (CTs de ponta e estádios próprios, escassos no Rio); credibilidade institucional (que resulta em mais negócios e maiores somas), etc.
Mas o fato é que nem dívida, nem cultura vencedora, nem infra estrutura ou credibilidade, nada se resgata do dia para a noite. Pelo contrário. São conquistas que levam anos, que dependem da implementação de um novo pensamento e da solidificação do profissionalismo. Algo impossível quando diretorias sérias não se sucedem.
Enquanto não germinarem as sementes plantadas pela atual gestão – seja com os atuais ou seus bons concorrentes – os flamenguistas seguirão desprovidos da satisfação de se verem à frente daqueles que, um dia, neles se espelharam. Já que no Corinthians, mesmo aos trancos e barrancos, o processo de resgate se iniciou ainda na década de 90.
O lado bom é que o Flamengo está, sim, no caminho certo. E mesmo diante do caos vivido há tão pouco tempo, em uma coisa ninguém será um Flamengo: na grandeza de sua torcida. Não é pouco, visto que o resgate passará de maneira indelével pelas mãos da Nação.
Um grande abraço e saudações!
Fonte: Teoria dos Jogos
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